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quarta-feira, 7 de julho de 2010

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Eu nunca sei sobre o que vou escrever, nem nunca tive essa necessidade, até mudar de endereço e me envolver mais com as pessoas da internet e perceber que muitas vezes estou só. Existem muitos que admiro a forma como pensam e que se expressam que conheci neste mundo virtual. Nunca fui bom como eles. Não sou um bom escritor desde a oitava série, quando eu tinha boas instruções e prática. Talvez escrivinhador seja a palavra.
Diferente do que sou como pessoa eu sou escrevendo, por tras da tela ou simplesmente com lápis e papel na mão... mas no fundo eu sou o mesmo de qualquer forma. Pessoalmente costumo ficar calado, as vezes nem é culpa minha ("perdoem-me!"), é que parece que nunca estou com as pessoas certas na hora certa e tudo que penso parece não estar em sintonia com todo o resto. Escrevendo (ou escrevinhando) costumo pensar em tanto que não sei como tirar da cabeça, ainda discordo de tudo e tento parecer o que não sou, não costumo respeitar as regras ortográficas e as formas dos textos... nunca gosto do que escrevo talvez porque, na maioria das vezes, o que sai é um desabafo, é aquilo que estava dentro de mim que doia demais pra continuar onde estava. Por isso não dá pra ser bem digerido por quem lê, nem as vezes por mim mesmo quando releio. Não costuma ter inicio, meio e fim, mas funciona se o propósito é desabafar. Acho que isso explica os "Três pontinhos".

d-.-b

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