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terça-feira, 30 de novembro de 2010

" Band Aid

Domingo - 04/11/2007

Sonhos estranhos.
Parece que todo mundo que vai embora deixa um pedacinho.
Pelo menos eu vou tentando transformar espinhos em palavras.
Traduzir dores.
Futucar chagas.

Dói, mas é bom. "

De Pitty - O Boteco

"Amor em tempos de ceticismo"

Entre aspas porque é um título emprestado, tá?
Sempre escuto alguns desesperados por não achar aquela coisa perfeita, aquele amor de conto de fadas... eu acho que esses não sabem amar direito. Penso muito no amor tento identificar seus poderes, descobri que não tem falhas. As pessoas dizem sofrer pelo amor, mas será que isso existe? Pensam que vão se esquecer de como é estar amando alguém e só lembram de suas dores e magoas. Parece que falar bem do amor é quase que impossivel nos tempos de hoje. O amor é mesmo difícil para os pobres de espirito, para quem não aceita mudanças e não conhece de verdade o significado das palavras respeito, compreenção e aceitação. Pra mim isso tudo é tão óbvio mas nunca chegou a ser chato de não querer dividir o que acho com outras pessoas. Mas por que tudo que ouço ou vejo sobre o amor parece não me acrescentar mais em nada? Eu sinceramente não sei se eu sou um saco suficientemente cheio ou se sou só um saco vazio porém fechado que não permite a entrada de mais nenhuma dessas coisas que as vezes vejo como irrelevantes. Hoje eu digo que não espero mais por ninguém, me disseram que aprendi a amar de forma madura... Creio que aprendi que nunca vou esquecer de como amar porque as mais diversas formas de carinho não se aprendem nem muito menos se desaprendem. Eu mantenho o meu amor em pratica e atualmente tento evitar uma paixão. Quando nos apaixonamos tendemos a nos isolar como se aquela pessoa que é mais uma expectativa nossa do que realidade fosse tudo e todos, é aí que ficamos sós. Pode até ser clichê, mas se pararmos pra pensar, sabemos que bem no fundo temos todos e tudo o que precisamos. Autossuficiencia, sabe? É algo que demoramos a aprender, que descobrimos mais tarde com o tempo... ou morremos sem saber. Aí eu volto a me questionar: será que estou certo no que penso ou devo abrir espaço para novas pensamentos?

domingo, 28 de novembro de 2010

Quanto a revolta popular contra certas leis brasileiras...

De fato as leis aqui são brandas e deixam margens para tais atos principalmente em se tratando de menores de idade, que fazem o que fazem e não tem a punição devida. Mas será que prender jovens ou até mesmo adultos em ambientes como as prisões brasileiras não faz com que estes saiam com uma revolta maior ainda?! O povo brasileiro é muito mal tratado temos muita gente vivendo em condições desumanas e que não tem a justiça ao seu lado para garantir seus direitos, isso mostra que, sim, devemos ter mudanças em algumas leis, mas outras coisas na propria estrutura física do país deve ser mudada primeiro. Eu sempre achei e continuo achando que por tras de todos os problemas de carater está uma ignorancia que mostra falta de educação e maturidade. Vemos pais induzindo filhos a "não sair apanhado da escolinha" e honestamente não será com violencia que consertaremos estas falhas na humanidade. Se formos pensar de forma matemática se juntarmos 1 com 1 teremos uma soma, no entanto se juntarmos 1 com -1 teremos uma subtração anulando tal efeito. Não sou nenhum santo, mas é assim que penso, embora certas vezes seja dificil na pratica é assim que deve ser se quisermos bons resultados. Se temos uma sociedade mal amada, mal educada, e difícil de se compreender é amor, educação e compreenção que deve ser a moeda de pagamento. Mas eu não digo que devemos amolecer, muito pelo contrário, devemos endurecer, mas jamais perder a ternura.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempos de Caos

Hoje li um tweet que dizia: "Diretor e roteirista de Apenas Heróis, série gay baiana para web, é agredido por três homens em Salvador: http://bit.ly/dYf5Q5 #homofobianao" ( @murilosarruda ). Vi os detalhes do acontecido e não há como não ficar com aquele sentimento de revolta e dor pelo alheio.

Não conheço e nem sequer ouvi falar nesse cara e no seu trabalho, mas não dá pra segurar algumas coisas dentro de si, mais uma vez a necessidade de desabafar.

Eu não digo "a comunidade GAY" e sim a comunidade de um modo geral e global. Salvador (...e porque não dizer "o mundo"?) está em tempos de caos, onde a barbarie tem vez a todo instante. Olhem este caso recente das meninas decaptadas e tantos outros casos de assombrar qualquer pessoa. Vejo jovens com a minha idade e até pouco mais velhos com nada na cabeça, ideias retrogadas que ao invés de serem extintas tem voltado a tona por uns e outros. É um absurdo, é triste, mas não devemos nos calar e nem temer estes fatos. Levar como um aprendizado e um estimulo para bradar contra tudo isso. Força, coragem e sem nunca perder a esperança de um mundo melhor. Espero que este rapaz que sofreu esta violencia transforme tudo o que ele sentiu em produtividade.

d-.-b

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